A SEGURANÇA NAS OBRAS

A construção é um dos ramos mais antigos do mundo. Desde que o homem vivia em cavernas até os dias de hoje, a indústria da construção civil passou por um grande processo de transformação.

Historicamente milhares de vidas foram perdidas devido aos acidentes de trabalho e doenças causadas pela falta de controle do ambiente de trabalho, do processo produtivo e da orientação dos operários.

 

OS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA

 

 

Os riscos são tantos que surgiram profissões especificamente para garantir a integridade dos trabalhadores, especialmente em áreas com bastante propensão a acidentes como os canteiros de obra.

Os profissionais são os Técnicos e Engenheiros de Segurança do Trabalho que compõem o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, ou SESMT.

As atividades mais comuns do Técnico de Segurança são semelhantes as do Engenheiro de Segurança, porém a um nível mais operacional. Ou seja, o Engenheiro geralmente fica mais responsável pela burocracia e planejamento e o Técnico atua na prática.

 

OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

 

 

Algumas das normas mais importantes relativas à Segurança do Trabalho na Construção Civil determinam o uso de Equipamentos de Proteção Individuais e Coletivos.

Cada equipamento destes tem a função de atuar na prevenção de um dos riscos aos quais os trabalhadores da construção estão expostos.

O EPI deve ser usado como medida de proteção quando:

 

  • Não for possível eliminar o risco, com a proteção coletiva;
  • For necessário complementar a proteção coletiva com a proteção individual;
  • Em trabalhos eventuais e em exposição de curto período.

 

Os itens podem ser divididos em:

 

Proteção para a cabeça

Protetores para o crânio, Protetores para o rosto, Proteção para os olhos;

 

Proteção para membros inferiores

Sapatos de Segurança, Botas de borracha ou plástico, Perneiras;

 

Proteção para membros superiores

Para trabalhos com solda, para trabalhos pesados e secos, para trabalhos pesados e úmidos, para trabalhos com líquidos, para trabalhos quentes, para trabalhos de alta tensão, mangotes;

 

Proteção contra quedas – cintos de segurança

Cinto com travessão e Cinto com corda;

 

Proteção auditiva

Protetores de inserção, Tipo concha;

 

Proteção respiratória

Máscaras com filtro, máscaras com suprimento de ar, máscaras contra gás;

 

Proteção de tronco

Avental de raspa de couro, Avental de lona, Avental de amianto, Avental de plástico;

 

Os EPI’s necessários devem ser fornecidos gratuitamente pelo empregador, e cabe ao funcionário cuidar da manutenção, limpeza e higiene de seus próprios EPI’s.

 

ACIDENTES DE TRABALHO NO BRASIL

 

 

De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social, entre 2007 e 2013 foram registrados cinco milhões de acidentes de trabalho no Brasil.

Os dados também mostraram que a construção civil é o quinto setor econômico com o maior número de acidentes e o segundo mais letal aos trabalhadores.

Para se ter uma ideia, a participação da construção no total de acidentes de trabalho fatais no país passou de 10% em 2007 para 16% em 2013, respondendo por uma média de 450 mortes por ano – ou seja, cerca de uma por dia.

Muitos destes acidentes poderiam ser evitados se as empresas tivessem desenvolvido e implementado programas de segurança e saúde no trabalho, além de dar uma maior atenção à educação e treinamento de seus operários.

 

Para aprofundar seus conhecimentos em segurança do trabalho na Construção Civil, recomendamos a leitura do Manual disponibilizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disponível logo abaixo nas referências.

 

Um abraço!

Equipe Rce Construtora.

 

Referências:

https://www.sienge.com.br/blog/seguranca-do-trabalho-na-construcao-civil/

http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/construcao%20civil/Seguranca%20na%20Construcao%20Civil.pdf

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